segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Como iniciar práticas educomunicadoras na escola?

Do Centro de Referências em Educação Integral

Uma educação comprometida com a formação integral do indivíduo deve dar conta de todas as dimensões do desenvolvimento humano e estabelecer-se como processo ao longo da vida. Nesse sentido, o repensar das práticas de ensino e aprendizagem e o reconhecimento de seus potenciais agentes, tempos e espaços torna-se fundamental para oportunizar outras possibilidades educativas, para além daquelas compartimentadas pelos tradicionais currículos escolares.

Nesse contexto, a educação é cada vez mais tensionada a estabelecer diálogo com outras áreas do conhecimento, em arranjos mais abertos, criativos, participativos e que buscam, sobretudo, não hierarquizar a distribuição do saber, possível a qualquer pessoa dado o seu reconhecimento enquanto produtor de cultura. Essa é a defesa da educomunicação, conceito que vem dando pistas de como o uso dos meios, linguagens e instrumentos de comunicação podem estar presentes no espaço escolar, garantindo não só o direito universal à comunicação, mas também outras possibilidades de aprendizagem.

Unindo fontes acadêmicas e práticas de diferentes experiências, o Centro de Referências em Educação Integral procurou elucidar possíveis caminhos para o início das práticas educomunicadoras em instituições de ensino. A trilha foi construída com o apoio do professor do curso de licenciatura em Educomunicação da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), Marciel Consani.


O que é uma prática educomunicadora?
Para o pesquisador, é fundamental que haja, de início, um esclarecimento sobre o que diferencia a educomunicação de outras linhas de abordagem semelhantes. A explicação parte do século 20, especialmente da década de 80 em diante, quando se iniciou a preocupação de colocar as tecnologias, e depois as mídias, dentro da escola como suporte a projetos pedagógicos existentes. O chamado uso instrumentalizador da tecnologia e das mídias era utilizado no seguinte contexto: partia-se de um projeto educacional, aparentemente perfeito em suas metas e pressupostos, mas repleto de dificuldades de aceitação por parte dos alunos, ou distante de refletir o que a sociedade representava, configurando a escola como uma ilha isolada dos fenômenos da modernidade, especialmente da mídia. “A ideia era a de integrar as tecnologias a um projeto pedagógico predefinido”, atesta Consani.

A educomunicação, por sua vez, se apresenta como solução para os problemas de ordem comunicativa, pelos seus pressupostos considerarem que são estes os nutridores dos impasses de ordem pedagógica ou mesmo políticos. Os problemas de comunicação permeiam as relações entre os alunos, dos alunos com os professores e demais instâncias da escola, e dela mesma com seu entorno, com a sociedade, comunidade e famílias. Esse entendimento parte das teorias de comunicação pós-modernas, pós-estruturalistas, que vão além das teorias das recepções dos meios de comunicação, e sugerem a mediação. A ideia é que a comunicação independe dos meios uma vez que, o que está em jogo, são as mediações que ali atuam. Partindo disso, a educomunicação coloca dois questionamentos fundamentais: onde a comunicação pode ser melhorada na escola? E de que forma?

O papel dos gestores
Para a gestão, é essencial partir de um diagnóstico preliminar que indique problemas de natureza comunicativa. E não se trata de estabelecer fluxos informativos, mas de estabelecer diálogo, prerrogativa básica para o método que tem no seu corpus doutrinário a obra de Paulo Freire. “A nosso ver, não existe comunicação sem diálogo”, afirma o pesquisador.

Todo projeto educomunicativo, em essência, visa ampliar o diálogo na escola. Na prática isso significa possibilitar participação de pessoas anteriormente excluídas, transformar diálogos unilaterais em bilaterais, estabelecer canais de comunicação para que as pessoas consigam se manifestar, expressar sua voz, “e edificar o que chamamos de ecossistema comunicativo“, coloca.

Em primeira instância é preciso definir a natureza e a prioridade dos problemas de comunicação que têm que ser resolvidos. Em um segundo momento, é a hora de descobrir suas vocações, ou seja, estabelecer os canais de comunicação com os quais irá trabalhar. O educador exemplifica: “há escolas de educação infantil que não conseguem trabalhar com texto escrito ou uma tecnologia sofisticada como câmeras e editores de vídeo devido a fase de desenvolvimento das crianças. Veja que, nesse caso, a oralidade tem mais peso do que a comunicação verbal. E, assim, esses cenários precisam ser considerados”.

Entra em cena o professor mediador
Nesse momento é que deve figurar o professor mediador (educomunicador), responsável por estabelecer relações entre a criança/estudante e o currículo, e também entre a gestão, as diretrizes curriculares e o plano de aula a ser executado. Isso não significa apenas fazer o meio de campo entre o repertório cultural, o conhecimento institucionalizado e a criança. “Ele tem que ensinar e aprender a se comunicar, se comunicando”, garante Consani.

Para tanto, como primeira atitude, espera-se que o professor considere o conhecimento prévio da criança, o universo cultural que está nela, em seu entorno, na comunidade que ela vive para que haja uma abertura para a negociação desse contexto com seu próprio repertório individual e, depois, com aquilo que representa, no caso, a escola, por meio de seu currículo. “Em outras palavras, não adianta nada despejar um monte de conceitos prontos que não fazem sentido, que não estejam contextualizados ou não dialoguem com o universo daquele aluno, e classificar isso como educativo. A educação se faz por uma espécie de reconhecimento dentro de um repertório cultural”, explicita o pesquisador.

Ao que complementa: “então, mesmo quem não assiste a novela na Globo, sabe o que acontece. É preciso criar essa referência cultural compartilhada. A questão não está em tentar purificar essa influência cultural externa, mas em utilizar esses formatos comerciais veiculados pela mídia e promover uma crítica, não a partir de uma visão moralista, mas de uma problematização em que o aluno seja o protagonista. A leitura crítica tem que ser desenvolvida como uma habilidade, uma competência, e não vir pronta.”

Alunos participativos
Segundo o pesquisador, essa demanda é direcionada pelo perfil dos alunos. Ele alega que, ao longo dos estudos realizados pelo Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo (NCE) características próprias desse grupo e duas necessidades essenciais ficaram evidentes. Uma delas diz respeito à expressão, à vontade de ter voz, de dizer o que pensa e sente, o que não implica necessariamente em um canal de comunicação mas, sobretudo, no estímulo. Outra é estabelecer uma condição de pertencimento, de encontrar um espaço onde possa ouvir sua música, de produzir e mostrar suas produções.

Em sua análise, o estudante tem como modelo a terceira instância educadora. “A gente fala que a primeira é a escola, a segunda a família e a terceira é a mídia. E a mídia nunca vai ser controlada pela escola. Então, tem que haver essa negociação”, reforça. O modelo de comunicação primário do aluno é o da televisão, do rádio, das emissoras de sinal aberto. Por isso a necessidade de lê-los criticamente, processo que o aluno não inicia sozinho, em sua individualidade. “Isso tem que acontecer dentro da escola, a partir de um trabalho de mediação dos professores”.

Para Consani, quando o professor investe nesse papel de mediador entre a cultura institucionalizada, a mídia, e mostra as conexões existentes, o aluno descobre duas coisas fundamentais: que ele não vive em um mundo à parte e que pertence a uma comunidade e se depara com a questão da expressão, de querer colocar suas dúvidas, sentimentos e opiniões.

O espaço da família/comunidade
Na educomunicação, o conceito de comunidade escolar é entendido como não excludente, o que significa que o entorno do contexto escolar, ou seja, a comunidade e os familiares são considerados no processo de ensino aprendizagem. O pesquisador explica que a prática teve uma mudança de viés ao longo dos anos. No final da década de 90, eram bastante comuns as práticas educomunicadoras em contextos de organizações não governamentais e informais; a mudança, como explica, veio com a entrada do processo no âmbito do poder público, em parceria entre centros de estudo e redes de ensino, em contextos formais.

Nessa mudança histórica houve a necessidade de se reconhecer alguns conceitos, já presentes no repertório de escolas de educação mais avançada, libertária, como o da comunidade escolar. Não há comunidade escolar sem o envolvimento da família. “Ela permite que a produção do aluno seja compartilhada para fora do espaço escolar, e isso é mais uma estratégia de mostrar para a família o que ele faz e despertar o interesse para as ações educativas”.

Além disso, espera-se que a família possa se envolver ativamente nos processos de pesquisa sobre os quais os temas trabalhados demandam. Toda temática deve ser investigada e problematizada. E, embora a internet, seja um meio facilitador, não é o fim do trabalho pedagógico, e sim o começo. “O principal é a criança saber reconhecer os possíveis desdobramentos de pesquisa no entorno que ela transita, e a família pode e deve participar disso para se construir uma educação significativa, com interação na vida concreta”, afirma Consani.

A educomunicação a favor da educação integral
A meta de construir a cidadania, a partir do pressuposto básico do exercício do direito de todos à expressão e à comunicação, foi entendida como política pública nacional, além de nortear diversas práticas educativas pelo país.

No que tange a agenda pública, a educomunicação conseguiu figurar entre os macrocampos do programa Mais Educação, iniciativa do governo federal para diversificar e qualificar as oportunidades de aprendizagem nos ambientes escolares. A proposta é que as escolas possam fazer uso dos recursos midiáticos – rádio, jornal, fotografia, vídeo, histórias em quadrinhos – para promover o desenvolvimento de projetos educativos dentro dos espaços escolares, com a construção de propostas engajando os alunos em ações de colaboração para a melhoria das relações entre as pessoas, além de projetos de aprendizagem por meio da reflexão crítica e da possibilidade de intervenção na própria escola e na comunidade.

O cenário abre bons precedentes para a educação integral, a começar pelos próprios ambientes de aprendizagem. Deslocado para o papel de mediador de conhecimento, e não detentor, o professor pode se aproximar de seus alunos e, juntos, construírem percursos educativos mais colaborativos e significativos. Essa configuração que se dá com base em trabalho em equipe, debates e pesquisa possibilita situações mais democráticas e participativas.

O acesso a outras linguagens também é visto numa perspectiva integradora, como parte estrutural de um processo que promove a formação de cidadãos participativos política e socialmente, capazes de interagir na sociedade da informação na condição de emissores e não apenas consumidores de mensagens, o que garante o direito à comunicação.

Ainda assim, há considerações a serem colocadas, como elenca Marciel Consani. “A ideia do Mais Educação de aproveitar ao máximo o tempo escolar como um tempo educativo e não ficar preso a uma aula magna, expositiva, dá abertura para que se trabalhe com estratégias de diálogo com a mídia, com a cultura popular e outros campos como as artes”.

Por outro lado, a educomunicação se faz como um elemento que promove a transdisciplinaridade e a transversalidade dentro das áreas de conhecimento. E, portanto, os temas dentro dos macrocampos estão estruturados a partir de estratégias de “fazeres”, como fazer um vídeo, uma fotografia, uma história em quadrinhos. “Cada um deles traz uma linguagem, um repertório específico que precisa ser contextualizado, por não ser inerente à linguagem”, observa Consani.

A partir disso, o educador questiona as formas de se trabalhar prevendo o estabelecimento de significado na aprendizagem. “Como se trabalha com isso? Você vai apenas decupar as histórias, ou tentar entender o que as narrativas querem transmitir? Isso é pouco do ponto de vista educomunicativo?”. Consani reitera que, na parte prática, o que se espera é que a criança crie suas próprias narrativas, que até podem partir de um modelo, mas que tenha autonomia para romper tais amarras e se arriscar em criações livres.

“Veja que, em um determinado momento, essa história pode ser dramatizada, virar um vídeo, um tema pra redação com variações do enredo. É possível transportar a ideia e praticar o esforço de dialogar com a cultura em uma espécie de ciranda das mídias”, afirma. A seu ver, a educomunicação não se atém a uma ou outra mídia específica, pelo contrário. É uma abordagem que funciona em qualquer mídia e na interface entre várias delas. Então, o foco não está no fazer em si. Em suma, na educomunicação, a chave é entender que o fazer é um pretexto para a autorreflexão da criança frente ao seu repertório cultural.


*Fazem parte do Redação na Rua os sites Catraca Livre, Centro de Referências em Educação Integral, Guia de Empregos, Portal Aprendiz, Porvir e VilaMundo.

Fonte: http://porvir.org/porfazer/como-iniciar-praticas-educomunicadoras-na-escola/20150227

Revista Fala aí Mestre


As 22 professoras que participaram do curso Produção Jornalística, na DRE Ipiranga (SP),criaram a revista Fala aí, Mestre. Em quatro encontros, elas percorreram todo o processo de produção, da pauta à publicação, passando pela redação, diagramação, edição e finalização das páginas. Tudo construído de forma coletiva e democrática.

Para acessar a revista: http://issuu.com/rosepinheiro4/
docs/revista_fala_a___mestre

Fonte: http://blogandonasondasdoradio.blogspot.pt/
2015/07/revista-fala-ai-mestre_4.html 04/07/2015

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Livro Metodologias Participativas: Os media e a educação

"Metodologias Participativas: Os media e a educação"
Colecção: Pesquisas em comunicação
Ano de edição: 2015
ISBN: 978-989-654-232-0 
See more at: 
http://www.livroslabcom.ubi.pt/
book/139#sthash.Qs02ug62.dpuf
Download: 
http://www.livroslabcom.ubi.pt/
pdfs/20150629-2015_10_
metodologias_participativas.pdf

Este livro reúne experiências e reflexões de académicos e não académicos sobre as potencialidades dos media para envolver e capacitar comunidades. Ao longo destas páginas, encontram-se textos que documentam propostas educativas e cívicas em torno dos media ou refletem sobre as capacidades dos media para trabalhar no seio das comunidades, incluindo as esferas da infância/juventude e/ou dos adultos e seniores. 

As metodologias participativas têm uma grande tradição em países da América Latina, de África e da Ásia e estão agora a ser mais usadas na Europa, particularmente, em Portugal. 

Esta inspiração reflete-se nas diferentes geografias que podem ser encontradas nesta obra, desde Reino Unido, Alemanha ou Brasil, até ao Quénia. 

Este livro está dividido em quatro partes. Uma primeira foca-se no projeto que deu mote ao livro, o RadioActive Europe, dando conta das suas práticas em Portugal e noutros países europeus. De seguida, juntamos experiências comunitárias e participativas nacionais e internacionais e, por fim, expomos vários caminhos de reflexão em torno da literacia e dos media. 

See more at: http://www.livroslabcom.ubi.pt/book/139#sthash.Qs02ug62.dpuf

Introdução
PARTE I – EXPERIÊNCIAS RADIOACTIVAS 
1. “Learning through Radio, Learning for Life!”: Notas sobre o desenvolvimento de uma rádio participativa online - Maria José Brites, Sílvio Correia Santos & Daniel Catalão
2. Radio as a Learning Tool: From Sounds of the Bazaar to Radio-Active - Graham Attwell & Dirk Stieglitz 
3. RadioActive101: Adapting the ‘space’ of radio as participatory media to promote inclusion, informal learning and employability - A. Ravenscroft, C. Rainey, M.Brites, S. Santos, I. Dahn & J. Dellow 37 
4. RadioActive and Badges - Andreas Auwärter, Ingo Dahn & Angela Rees 
5. A aproximação ao mundo da rádio online através das abordagens formal e não-formal - Joana Alves dos Santos 57 
6. A intergeracionalidade e a inclusão digital de grupos socialmente vulneráveis - André Barreira Freitas 

PARTE II – PROGRAMAS E PROJETOS COM COMUNIDADES EM PORTUGAL 
7. Media e literacia digital, pensamento crítico, criatividade, colaboração e capacitação: A experiência do Programa Escolhas - Paulo Vieira 
8. A Rede das Escolas Associadas da UNESCO: Cooperação com as escolas da CPLP - Fátima Claudino 
9. A biblioteca escolar e as literacias - Margarida Toscano 
10. Segurança digital: Desafios, literacia e participação - Lígia Azevedo & João Carlos Sousa 
11. Jornais escolares em Portugal - Teresa Pombo
12. Os jornais escolares ao serviço da participação política - Eduardo Jorge Madureira 
13. Potencialidades educativas da rádio em ambiente digital - Mariana Neto Guerreiro 
14. A rádio, o som e a infância – o relato de experiências de programas de rádio elaborados por crianças do pré-escolar - Luís Bonixe 
15. A rádio aos olhos das crianças: Reflexões em torno de uma experiência numa escola no Dia Mundial da Rádio 2013 - Fábio Ribeiro & Luís António Santos 
16. Educação para os media numa instituição de solidariedade social: Diálogo entre gerações - Simone Petrella, Manuel Pinto & Sara Pereira 
17. Sangue na Guelra: Um retrato cinematográfico do combate ao abandono escolar - Inês Gil 

PARTE III – EXPERIÊNCIAS PARTICIPATIVAS INTERNACIONAIS 
18. Antenados: Uma experiência brasileira de metodologia participativa em radioescola - Alexandre Barbalho & Tarciana Campos
19. Olhares do saber e do fazer: O uso do método Photovoice como instrumento para a literacia visual com jovens em contextos de exclusão e vulnerabilidade - Daniel Meirinho 20. “Soy Niño, Sou Criança”: Una experiencia para vivir la palabra, el ambiente y la ciudadanía infantil sin fronteras - Grecia Rodríguez & Leonardo de Albuquerque 
21. Experiencias radiofónicas en las cárceles de España: Una herramienta liberadora - Paloma Contreras-Pulido & Ignacio Aguaded 
22. “Maasai Voices on Climate Change (and Other Changes, Too)”: Participatory video and communication about environmental changes in the East African rangelands - Joana Roque de Pinho & Kathleen A. Galvin 

PARTE IV – REFLEXÕES 
23. Metodologias participativas: Contribuições da The International Clearinghouse on Children: Youth and Media Ilana - Eleá & Magda Pischetola 
24. Participação e interatividade nas rádios universitárias espanholas - Daniel Martín-Pena & Ignacio Aguaded 
25. O papel da rádio na educação para os media: A rádio como elemento de dinamização urbana e cultural - Paula Cordeiro 
26. A literacia dos media e os públicos vulneráveis: Públicos infantil, sénior e pessoas com deficiência - Sérgio Gomes da Silva 
27. As competências necessárias na cultura dos novos media - Henry Jenkins 

Fonte: http://www.livroslabcom.ubi.pt/book/139#sthash.Qs02ug62.dpuf

Pubicação revela níveis de literacia mediática de estudantes portugueses do 12º ano

Já está disponível o eBook 'Níveis de Literacia Mediática: Estudo Exploratório com Jovens do 12º ano'. A publicação, editada em conjunto por Sara Pereira, Manuel Pinto e Pedro Moura, tem a chancela do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade - CECS, da Universidade do Minho, e vai ser  apresentada na tarde do dia 29 de junho (14h30), no Palácio Foz, em Lisboa, durante um seminário em que o estudo vai ser apresentado.

A apresentação será feita pela pesquisadora Sara Pereira e os comentários estarão por conta de Teresa Calçada e Ana Bela Martins, da equipa do projeto 'Literacia Digital'. A moderação será de Sérgio Gomes da Silva.


Tratando-se de um estudo piloto, e não sendo possível contemplar todos os grupos populacionais, decidiu-se que a população-alvo do estudo seriam os jovens estudantes do 12º ano, com idades entre os 17 e os 18 anos, a frequentar escolas públicas a nível nacional. Interessava-nos conhecer o nível de preparação e de conhecimento que estes estudantes revelam sobre o campo mediático, numa fase que antecede, previsivelmente, o ingresso no ensino superior ou no mercado de trabalho.

Recorrendo a uma amostragem não probabilística por quotas, segundo as NUT II, o estudo envolveu uma amostra de 679 estudantes de 46 escolas públicas a nível nacional. (Nota Introdutória, Pág.3)




ÍNDICE
AGRADECIMENTOS
1. NOTA INTRODUTÓRIA 1
2. PONTOS DE PARTIDA DO ESTUDO 5
2.1. Literacia para os Media: conceito e dimensões 6
2.2. Níveis de quê? O conceito de competência em discussão 14
2.3. As competências em literacia mediática 24
2.4. A avaliação de competências de literacia mediática 27
3. METODOLOGIA DO ESTUDO 33
3.1. Objetivos 34
3.2. Universo e amostragem 35
3.3. Modelo de análise, questionário e escala de níveis de literacia mediática 37
3.4. Análise estatística 42
4. O QUE SABEM OS JOVENS SOBRE OS MEDIA? PRÁTICAS E NÍVEIS DE LITERACIA MEDIÁTICA 43
4.1. Caracterização sociodemográfica dos jovens participantes no estudo 44
4.2. Acessos e usos dos media e práticas de participação 47
4.3. Três níveis de Literacia Mediática: onde se posicionam os jovens? 60
4.4. Caracterização sociodemográfica dos três grupos 64
4.5. Acessos e usos dos media pelos três grupos 66
4.6. O que sabem os jovens sobre… 71
… Interpretação e análise de conteúdos mediáticos 71
… Participação e produção mediática 78
… Conhecimento geral dos media 82
… Literacia da Informação 87
5. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES 91
BIBLIOGRAFIA 99
ANEXOS 
103

Fonte: CECS - Universidade do Minho

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

O uso da mídia no ensino médio: a revista Carta na Escola como (im)possibilidade de aprendizado

O uso da mídia no ensino médio: a revista Carta na Escola como (im)possibilidade de aprendizado, de Stella de Mello Silva, Maria das Graças Caldas

Resumo


Este artigo traz os resultados de pesquisa sobre o uso da mídia na escola, tomando como referência a revista Carta na Escola. Trata-se de um estudo de caso (YIN, 2005) aplicado, em 2011, a sete professores e 120 alunos do ensino médio de uma escola privada do interior de São Paulo. Foi também utilizado o recurso do grupo focal para professores e alunos como ferramenta de pesquisa qualitativa (COSTA, 2005). O objetivo central era entender, não só a importância do papel da mídia na escola, como também a percepção de professores e alunos sobre sua utilização como recurso paradidático motivador e dinamizador, bem como seu papel estratégico para uma leitura crítica do mundo, além de atuar de forma complementar ao conteúdo curricular no processo de aprendizado no ensino formal. Os resultados indicam que o professor, quando utiliza a mídia, facilita o "querer-aprender" na medida em que a notícia coloca-os - docente e discente - ante um sentido de pertencimento social, de lógica, de utilidade para a vida, que segue além das carteiras escolares.

Acesso em: https://www.metodista.br/revistas/revistas-metodista/index.php/CSO/article/view/4998

Comunicação & Sociedade, Vol. 36, No 1 (2014)

DVD estimula a criação de jornais escolares


DVD: "Vamos Fazer Jornais Escolares" | Educommunication | Scoop.it


No link http://www.literaciamedia.pt/conteudos/default.asp?ID=27 você pode fazer o download do DVD "Vamos Fazer Jornais Escolares". Ele faz parte do projecto “Educação para os Média no Distrito de Castelo Branco" (Portugal), que já ganhou prêmio da Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias (WAN-IFRA), em 2010. De acordo com o júri que concedeu o prêmio, na categoria Jornal e Educação: "o projecto desenvolvido no Distrito é o princípio de uma abordagem excelente e multifacetada, com potencial de ajudar os cidadãos do século XXI no desenvolvimento de capacidades de literacia crítica na análise de mensagens dos média, mas também no sentido de serem capazes de produzir as suas próprias mensagens”.

Protecting your child's digital identity

Protecting your child's digital identity | Digital CitizenShip | eSkills | 21st Century Learning and Teaching | Scoop.itLearn more:







From: http://www.scoop.it/t/21st-century-learning-and-teaching

Liberdade de expressão, liberdade de imprensa e mercado. Qual a relação disso tudo? (22/23)

José Miguel Arias Neto - Universidade Estadual de Londrina/PR (Brasil)  

Paola Madeira - Universidade do Minho (Portugal)

Liberdade de expressão e liberdade de imprensa são dois dos maiores anseios no âmbito da comunicação num país democrático.Por vezes, porém, ambas, mas especialmente a liberdade de imprensa, esbarra nos interesses do mercado. Isso ocorre quando não se há democratização nos meios de comunicação, quando permitimos que se formem monopólios de comunicação, concentração de meios, fazendo com que a pluralidade e a diversidade de vozes fique excluída em detrimento de interesses políticos e econômicos. Falar em democratização da comunicação seria, portanto, falar em regulação do mercado? Como garantir que a comunicação seja efetivamente um direito humano e e os meios sejam plurais e democráticos, refletindo as mais variadas vozes e matizes de um país?

Até 11 de maio, pesquisadores, estudantes, professores... desafiaram os leitores do blog a ler cada um dos textos que escreveram e refletir sobre seu conteúdo! Ou ainda a levar essa reflexão a salas de aula, família, igrejas, amigos, mesa de bar...porque tudo que não se pode fazer em relação aos meios de comunicação, às novas tecnologias e às mensagens que recebemos todos os dias é não refletir sobre eles!

Os depoimentos dessas pessoas foram colhidos por nós durante o II Confibercom (Congresso Iberoamericano de Comunicação), que aconteceu em Braga, Portugal, entre os dias 13 e 16 de abril.

Todos esses depoimentos juntos formam a ação "Reflexões a partir de um ecrã", nossa contribuição para a Operação Sete Dias com os Media. Nossos parceiros são a Livraria Centésima Página, de Braga e a Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação - ABPEducom. Leia mais sobre esta ação abaixo! (Cristiane Parente - CECS - UMinho)

_______________________________________________________________________________
Nossa ação na Operação Sete Dias com os Media
De 5 a 11 de maio divulgaremos fotos dos estudantes, professores e pesquisadores de diversas áreas - notadamente a comunicação - no Blog Mídia e Educação e nas redes sociais (Facebook e Twitter) de organizações ligadas à Educação e à Comunicação e de parceiros como a Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação - ABPEducom, do Brasil, e a Livraria Centésima Página, de Braga. 

Esses sujeitos, que nos ajudaram a refletir sobre os meios de comunicação, escreveram suas questões, inquietações e bandeiras em uma tela (ecrã) oferecida por nós: um quadro negro e um giz! É com essa tecnologia que esperamos promover reflexão, solidariedade na construção do saber, discussão em rede...

"Reflexões a partir de um ecrã" - Essa é a nossa contribuição à "Operação Sete Dias com os Media", uma ação que está no segundo ano em Portugal e que pretende, ao longo de uma semana, com início no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa (03/05), alertar para a presença marcante dos meios de comunicação e novas tecnologias em nossas vidas e a importância de não torná-los transparentes, não naturalizá-los, alertar para a importância de não deixar de termos sempre uma atitude crítica e reflexiva perante os mesmos.

Ao final do mês, o arquivo com as fotos e os depoimentos, assim como com um texto de orientação sobre como poderá ser trabalhado, inclusive em forma de jogos, será entregue a escolas secundárias de Braga para que possam, se assim o desejarem, desenvolver o tema da Educação para os Media com seus alunos. (Cristiane Parente)

Sobre a Operação Sete Dias com os Media:
De 3 a 9 de maio de 2014 terá lugar a segunda edição desta operação que acontece em Portugal e que coloca um desafio a organizações, instituições (bibliotecas, igrejas, escolas, universidades, etc) centros de investigação, educadores, alunos, empresas e cidadãos que vêem os meios de comunicação social, tradicionais e de nova geração, como parte integrante do seu dia-a-dia. A ideia é que criem ações que ajudem a refletir nossa relação com os media. Informações: http://www.literaciamediatica.pt/7diascomosmedia/apresentacao

Importância das notícias no mundo e jornalismo na escola (20/21)

Juliana Doreto - Universidade Nova de Lisboa

Mariana Scalabrim Muller

O que ouvimos/lemos/vemos sobre o mundo a partir dos meios, das notícias, passa a fazer parte da percepção que construímos dele. Até que ponto o excesso de notícias e informações a que temos acesso diariamente pelos mais diversos meios de comunicação nos deixa realmente bem informados? Como avaliar a qualidade de uma notícia e de um meio? De que maneira podemos ajudar a formar leitores mais críticos em relação à mídia e, da mesma forma, que saibam usá-la a seu favor, podendo ecoar suas vozes? 
Discutir a comunicação enquanto direito desde a formação escolar pode ser uma maneira de formar cidadãos mais conscientes da importância da mídia numa democracia. Atividades como o jornal escolar ajudam os alunos a compreenderem que os meios não são objetivos e as mensagens que recebemos diariamente passam por vários filtros e edições.

Até 11 de maio, pesquisadores, estudantes, professores... desafiaram os leitores do blog a ler cada um dos textos que escreveram e refletir sobre seu conteúdo! Ou ainda a levar essa reflexão a salas de aula, família, igrejas, amigos, mesa de bar...porque tudo que não se pode fazer em relação aos meios de comunicação, às novas tecnologias e às mensagens que recebemos todos os dias é não refletir sobre eles!

Os depoimentos dessas pessoas foram colhidos por nós durante o II Confibercom (Congresso Iberoamericano de Comunicação), que aconteceu em Braga, Portugal, entre os dias 13 e 16 de abril.

Todos esses depoimentos juntos formam a ação "Reflexões a partir de um ecrã", nossa contribuição para a Operação Sete Dias com os Media. Nossos parceiros são a Livraria Centésima Página, de Braga e a Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação - ABPEducom. Leia mais sobre esta ação abaixo! (Cristiane Parente - CECS - UMinho)

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Nossa ação na Operação Sete Dias com os Media
De 5 a 11 de maio divulgaremos fotos dos estudantes, professores e pesquisadores de diversas áreas - notadamente a comunicação - no Blog Mídia e Educação e nas redes sociais (Facebook e Twitter) de organizações ligadas à Educação e à Comunicação e de parceiros como a Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação - ABPEducom, do Brasil, e a Livraria Centésima Página, de Braga. 

Esses sujeitos, que nos ajudaram a refletir sobre os meios de comunicação, escreveram suas questões, inquietações e bandeiras em uma tela (ecrã) oferecida por nós: um quadro negro e um giz! É com essa tecnologia que esperamos promover reflexão, solidariedade na construção do saber, discussão em rede...

"Reflexões a partir de um ecrã" - Essa é a nossa contribuição à "Operação Sete Dias com os Media", uma ação que está no segundo ano em Portugal e que pretende, ao longo de uma semana, com início no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa (03/05), alertar para a presença marcante dos meios de comunicação e novas tecnologias em nossas vidas e a importância de não torná-los transparentes, não naturalizá-los, alertar para a importância de não deixar de termos sempre uma atitude crítica e reflexiva perante os mesmos.

Ao final do mês, o arquivo com as fotos e os depoimentos, assim como com um texto de orientação sobre como poderá ser trabalhado, inclusive em forma de jogos, será entregue a escolas secundárias de Braga para que possam, se assim o desejarem, desenvolver o tema da Educação para os Media com seus alunos. (Cristiane Parente)

Sobre a Operação Sete Dias com os Media:
De 3 a 9 de maio de 2014 terá lugar a segunda edição desta operação que acontece em Portugal e que coloca um desafio a organizações, instituições (bibliotecas, igrejas, escolas, universidades, etc) centros de investigação, educadores, alunos, empresas e cidadãos que vêem os meios de comunicação social, tradicionais e de nova geração, como parte integrante do seu dia-a-dia. A ideia é que criem ações que ajudem a refletir nossa relação com os media. Informações: http://www.literaciamediatica.pt/7diascomosmedia/apresentacao

O que é Educomunicação... (19)

Silene Lourenço - Universidade de São Paulo/USP (Brasil)


O que é Educomunicação?
Você já ouviu falar deste conceito/paradigma?
Segundo o professor Ismar de Oliveira Soares, da Universidade de São Paulo, a Educomunicação pode ser definida como: O conjunto das ações inerentes ao planejamento, implementação e avaliação de processos, programas e produtos destinados a criar e fortalecer ecossistemas comunicativos em espaços educativos presenciais ou virtuais, assim como a melhorar o coeficiente comunicativo das ações educativas, incluindo as relacionadas ao uso dos recursos da informação no processo de aprendizagem.

Até 11 de maio, pesquisadores, estudantes, professores... desafiaram os leitores do blog a ler cada um dos textos que escreveram e refletir sobre seu conteúdo! Ou ainda a levar essa reflexão a salas de aula, família, igrejas, amigos, mesa de bar...porque tudo que não se pode fazer em relação aos meios de comunicação, às novas tecnologias e às mensagens que recebemos todos os dias é não refletir sobre eles!

Os depoimentos dessas pessoas foram colhidos por nós durante o II Confibercom (Congresso Iberoamericano de Comunicação), que aconteceu em Braga, Portugal, entre os dias 13 e 16 de abril.

Todos esses depoimentos juntos formam a ação "Reflexões a partir de um ecrã", nossa contribuição para a Operação Sete Dias com os Media. Nossos parceiros são a Livraria Centésima Página, de Braga e a Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação - ABPEducom. Leia mais sobre esta ação abaixo! (Cristiane Parente - CECS - UMinho)

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Nossa ação na Operação Sete Dias com os Media
De 5 a 11 de maio divulgaremos fotos dos estudantes, professores e pesquisadores de diversas áreas - notadamente a comunicação - no Blog Mídia e Educação e nas redes sociais (Facebook e Twitter) de organizações ligadas à Educação e à Comunicação e de parceiros como a Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação - ABPEducom, do Brasil, e a Livraria Centésima Página, de Braga. 

Esses sujeitos, que nos ajudaram a refletir sobre os meios de comunicação, escreveram suas questões, inquietações e bandeiras em uma tela (ecrã) oferecida por nós: um quadro negro e um giz! É com essa tecnologia que esperamos promover reflexão, solidariedade na construção do saber, discussão em rede...

"Reflexões a partir de um ecrã" - Essa é a nossa contribuição à "Operação Sete Dias com os Media", uma ação que está no segundo ano em Portugal e que pretende, ao longo de uma semana, com início no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa (03/05), alertar para a presença marcante dos meios de comunicação e novas tecnologias em nossas vidas e a importância de não torná-los transparentes, não naturalizá-los, alertar para a importância de não deixar de termos sempre uma atitude crítica e reflexiva perante os mesmos.

Ao final do mês, o arquivo com as fotos e os depoimentos, assim como com um texto de orientação sobre como poderá ser trabalhado, inclusive em forma de jogos, será entregue a escolas secundárias de Braga para que possam, se assim o desejarem, desenvolver o tema da Educação para os Media com seus alunos. (Cristiane Parente)

Sobre a Operação Sete Dias com os Media:
De 3 a 9 de maio de 2014 terá lugar a segunda edição desta operação que acontece em Portugal e que coloca um desafio a organizações, instituições (bibliotecas, igrejas, escolas, universidades, etc) centros de investigação, educadores, alunos, empresas e cidadãos que vêem os meios de comunicação social, tradicionais e de nova geração, como parte integrante do seu dia-a-dia. A ideia é que criem ações que ajudem a refletir nossa relação com os media. Informações: http://www.literaciamediatica.pt/7diascomosmedia/apresentacao

domingo, 11 de maio de 2014

"Existe uma cultura internacional digital entre os jovens"... "Quem deve monitorar a privacidade das crianças na rede?" (18/19)

Vitor Tomé - Universidade do Algarve 

Sinaldo Luna - UFPB (Brasil)

Caiu na rede é peixe? Como você cuida da sua segurança na internet? Esse tema deve ser discutido em sala de aula com os alunos, desde que são ainda pequenos, porque hoje é cada dia mais cedo a iniciação no mundo virtual (que também é real). E de quem [é a responsabilidade por monitorar a privacidade das crianças na rede? Como fazer isso? O fato da internet ter aproximado tanto as pessoas, por um lado, trouxe algo de comum aos jovens, por exemplo? Existe um comportamento que os distingue dos demais usuários da rede? Reflita sobre essas questões! 

Até domingo, 11 de maio, pesquisadores, estudantes, professores estarão desafiando você a ler cada um dos textos que escreveram e refletir sobre seu conteúdo! Ou ainda desafiando você a levar essa reflexão a salas de aula, família, igrejas, amigos, mesa de bar...porque tudo que não se pode fazer em relação aos meios de comunicação, às novas tecnologias e às mensagens que recebemos todos os dias é não refletir sobre eles!

Os depoimentos dessas pessoas foram colhidos por nós durante o II Confibercom (Congresso Iberoamericano de Comunicação), que aconteceu em Braga, Portugal, entre os dias 13 e 16 de abril.

Todos esses depoimentos juntos formam a ação "Reflexões a partir de um ecrã", nossa contribuição para a Operação Sete Dias com os Media. Nossos parceiros são a Livraria Centésima Página, de Braga e a Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação - ABPEducom. Leia mais sobre esta ação abaixo! (Cristiane Parente - CECS - UMinho)

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Nossa ação na Operação Sete Dias com os Media
De 5 a 11 de maio divulgaremos fotos dos estudantes, professores e pesquisadores de diversas áreas - notadamente a comunicação - no Blog Mídia e Educação e nas redes sociais (Facebook e Twitter) de organizações ligadas à Educação e à Comunicação e de parceiros como a Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação - ABPEducom, do Brasil, e a Livraria Centésima Página, de Braga. 

Esses sujeitos, que nos ajudaram a refletir sobre os meios de comunicação, escreveram suas questões, inquietações e bandeiras em uma tela (ecrã) oferecida por nós: um quadro negro e um giz! É com essa tecnologia que esperamos promover reflexão, solidariedade na construção do saber, discussão em rede...

"Reflexões a partir de um ecrã" - Essa é a nossa contribuição à "Operação Sete Dias com os Media", uma ação que está no segundo ano em Portugal e que pretende, ao longo de uma semana, com início no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa (03/05), alertar para a presença marcante dos meios de comunicação e novas tecnologias em nossas vidas e a importância de não torná-los transparentes, não naturalizá-los, alertar para a importância de não deixar de termos sempre uma atitude crítica e reflexiva perante os mesmos.

Ao final do mês, o arquivo com as fotos e os depoimentos, assim como com um texto de orientação sobre como poderá ser trabalhado, inclusive em forma de jogos, será entregue a escolas secundárias de Braga para que possam, se assim o desejarem, desenvolver o tema da Educação para os Media com seus alunos. (Cristiane Parente)

Sobre a Operação Sete Dias com os Media:
De 3 a 9 de maio de 2014 terá lugar a segunda edição desta operação que acontece em Portugal e que coloca um desafio a organizações, instituições (bibliotecas, igrejas, escolas, universidades, etc) centros de investigação, educadores, alunos, empresas e cidadãos que vêem os meios de comunicação social, tradicionais e de nova geração, como parte integrante do seu dia-a-dia. A ideia é que criem ações que ajudem a refletir nossa relação com os media. Informações: http://www.literaciamediatica.pt/7diascomosmedia/apresentacao